quinta-feira, 23 de agosto de 2012

HADOUKEN: 1o de Abril tem endereço

Branco, vidros, drinks bonitos, telão... as aparências enganam. O Hadouken, um dos mais novos restaurantes japonês de Porto Alegre, sempre me chamou atenção pelo ambiente e por estar sempre cheio. Agora, me questiono que motivos levam as pessoas a voltar.

Quando não gosto muito do restaurante, acho melhor simplesmente não postar, mas não teve como deixar de escrever essa experiência. Para não prolongar muito, os problemas da noite:
 - Música muito alta, mesmo quando não havia muitas pessoas já era difícil de manter uma conversa sem ter que falar alto
- Quando perguntei o que vinha na sequência, recebi como resposta "O que eu acabei de falar". Primeiro, acho interessante esclarecer que nunca me entregaram um cardápio e que a descrição foi generalizada e em nenhum momento foi mencionado quais os sushis que eles ofereciam.

 De todo jeito, pedimos a sequência (R$59,00 feminino e R$79,00 masculino). Primeiro nos serviram uma entrada de shimeji, lula e camarão na chapa.


O shimeji estava razoável, meio seco. A lula estava completamente sem gosto, sem comparação com a chapa servida no Takêdo.

- Tentei dar uma salvada e pedi um ura skin. Eis o que me apresentaram:


- Nem mesmo o hot se salvou:


O atendimento deixou muito a agradar e a qualidade realmente foi bastante fraca. Vale mais dar uma passada no Sushi Drive, não muito longe dali.

domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos Pais no Le Bistrot

Quem conhece Porto Alegre sabe que aquele papo de somos os únicos a presenciarem as quatro estações é meio furado. Presenciar, presenciamos, mas normalmente num dia só. Neste dia dos pais, em pleno Agosto, volta aquele calorão, assim, do nada, sem dar aviso; agora é só aguardar a chuva. Mas foquemos no que importa! Aproveitamos o bom tempo e fomos comemorar o dia dos pais no Le Bistrot.


O Le Bistrot faz parte de um grupo de restaurantes, junto com o Constantino e o Le Bistrot Gourmet. Os dois Le Bistrot me agradaram bastante; o Constantino, porém, foi bem abaixo do que eu esperava, ainda mais levando em conta a ótima experiência que tive no L.B. Gourmet.

No domingo a proposta era um buffet com uma variedade de antepastos bastante agradável e alguns pratos quentes.


Fiquei inspirada pelos ares de primavera e montei um prato todo colorido. Adorei a combinação da cenoura com canela! Claro que não pude ficar sem pegar um pouco de pepino japonês com molho agridoce, maravilhoso como sempre.


Depois deixei de fingir ser natureba e fiel à dieta e fiz o prato de verdade mesmo... Me servi de chutney de manga e abacaxi, terrine de gorgonzola com castanhas e damasco, filé com gorgonzola e cebolas caramelizadas, risoto ao pesto de manjericão e raviolis de limão siciliano com ricota. O chutney e o terrine valeram pelo almoço inteiro, estavam simplesmente maravilhosos. O filé também estava bem bom, mas o risoto e o ravioli não agradaram muito. O gosto do risoto não era ruim, e admito que sou muito chata com esse prato, mas a consistência simplesmente... não deu (coincidência ou não, o risoto que comi no Constantino, "restaurante irmão" do Le Bistrot, foi uma tragédia).


Maaas como tinha falado, o chutney e o terrine realmente estavam muito bons. Acho que voltava lá só pra comer os dois de novo.


O restaurante é uma boa opção para saídas em grupo, já que nem sempre todo mundo tem gosto parecido, e o Le Bistrot parece atender a um pouco de tudo. O ambiente também é bastante agradável e o staff foi muito educado, o que cada vez parece ser mais raro de se encontrar. Recomendo e pretendo voltar!

Le Bistrot
Rua Fernando Gomes, 58, Moinhos de Vento
Porto Alegre

sábado, 4 de agosto de 2012

Takêdo - Oriental para todos os gostos

Quem me conhece sabe que sou aficionada por comida japonesa: perguntar onde eu gostaria de ir para comer é correr sempre o risco de acabar em um sushi bar ou algo do tipo. Pois nesta última sexta-feira, cometeram este erro. A discussão era: tailandês ou japonês? Não sou muito chegada em comida tailandesa - estou tentando mudar isso aos poucos, mas de todo jeito é claro que eu lutei pelo japonês. A discussão já estava virando uma bagunça, já tinha gente desistindo de sair quando descobrimos uma solução pacífica: o Takêdo.


Conhecia o Takêdo só de vista, mas nunca tinha me aventurado lá. O ambiente é bem agradável: no lado de fora tem umas mesas com sofás super convidativos, mas todas estavam ocupadas e o pessoal já estava faminto. Seguimos então para o interior, que não deixou a perder. A iluminação era bonita, um pouco escura, mas comparando com o que parece ser o novo padrão hoje em dia, era bem agradável.


Depois de sentados, nos apresentaram duas opções: a la carte ou o buffet com uma extensa variedade de sushis, sashimis e pratos quentes tailandêses. Problema resolvido! Fomos todos de buffet. O buffet incluía uma entrada de hots e lulas com shitake na chapa. As lulas estavam deliciosas, com o gostinho do shitake. Me atirei em cima e acabamos repetindo a entrada.


Depois fomos pro buffet. Não peguei nenhum prato quente, fui direto ao sushi. Eles oferecem uma variedade  ampla de sashimis, se eu não me engano eram quase 10 tipos, além de variedades de sushis, gunkas, niguiris, etc.


Tudo era de fato muito bom, e o buffet era muito farto -cheguei em casa e tive que tomar meio litro de chá digestivo pra tentar acalmar o estômago... Conclusão: o ambiente é bonito, a comida é boa, a variedade é grande. Porém, levando em conta o preço (R$79,00 o feminino e R$89,00 o masculino), acho que vale mais para quem normalmente come bastante. Meu estômago não aguenta muito, então acabei sem nem conseguir provar os pratos quentes. A experiência foi legal, mas não sei se voltarei. Talvez algum dia que pareça que um buraco negro se abriu no meu estômago.

Takêdo Restaurante
Rua Carvalho Monteiro, 397
Porto Alegre
www.takedo.com.br

domingo, 22 de julho de 2012

AMBOISE - Cidade pequena, grandes experiências


Há alguns meses tive a maravilhosa oportunidade de passar dois meses na França, tentando dar uma aprimorada no Francês, na pacata cidade de Amboise. Com apenas 11 mil habitantes, Amboise é uma cidadezinha no Vale do Loire conhecida por ter sido o último lugar onde morou Leonardo da Vinci, e o primeiro onde foi enterrado.  É uma cidade turística que, segundo os locais, fica cheia no verão, já que, diferente de outras cidades vizinhas também conhecidas pelos seus castelos, Amboise possui infraestrutura suficiente para acomodação de um número maior de turistas. Já no inverno, o movimento se restringe aos poucos moradores que ousam sair no frio que assola a cidade para dar um passeio nas ruelas com seus cafés, restaurantes e pâtisseries. 





A rua principal, ao lado do castelo, é onde fica a maioria dos restaurantes. Como o movimento é muito pequeno no inverno, vários proprietários abrem seus negócios apenas no verão, quando a cidade está lotada de turistas.


O Chez Bruno era um restaurante/vinicoteca da rua principal que não cheguei a conhecer muito bem. A única vez que estive lá foi muito rápida, comi apenas uma porção de escargots -estavam, contudo, excepcionais! Tá ai um prato que quem tem medo, tem que perder. Escargots são deliciosos e, estes em particular, estavam muito bons. Lembro que fui muito bem atendida e que o pessoal era todo muito simpático. Indico! Se voltar à Amboise -o que eu espero que aconteça- definitivamente farei uma visita mais prolongada ao restaurante.



O Café des Arts é um café/restaurante também na rua principal, um pouco mais afastado. A proposta é bem mais simples: os pratos são mais lanches do que refeição. Pizzas, quiches, omeletes, sanduiches, e coisas do tipo.  Almoçava bastante lá, já que os preços eram bem acessíveis, a comida era servida razoavelmente rápido e o dono, que nos atendia, era muito simpático. Como tínhamos que almoçar fora todos os dias para depois voltar para aula, esses fatores eram todos bem importantes. Alguns professores da escola disseram que o Café des Arts sempre foi um lugar frequentado pelos estudantes e que era por isso que o lugar nunca fechava, nem mesmo no inverno

Lembro que gostava em especial de um sanduiche quente que vinha na baguete inteira, com queijo brie derretido e presunto di parma (sim, gente, as porções são grandes mesmo). No começo era meio estranho comer tudo, mas logo logo a gente se acostumou - e ainda sobrava espaço pra um doce. Se não fizer questão de uma refeição e estiver mais pelo lanche -ou se estiver um pouco apertado- recomendo!
 

O intensivo que fiz foi na Eurocentres de Amboise, uma rede de escolas que existe em vários outros países na Europa. Os professores eram super atenciosos e o ambiente era simples, super descontraído e confortável.

Programação da semana
Virando crêpes na aula de culinária

Como a cidade era muito pequena e a população era majoritariamente de adultos/idosos, não tinha muitos lugares pra sair de noite. Os mais interessantes eram o Ô Pub, perto da rua principal, e o Le Shaker, do outro lado da ponte, na Île d'Ôr.




Ir no Shaker é um pouco mais longe, já que a cidade não tem muitos táxis (entenda-se: nenhum) e a linha de ônibus é muito recente e só funciona até às 19h. Porém, eu e meus colegas estávamos sem carro, no inverno, cansados, e mesmo assim nos prestávamos a caminhar os 4km das nossas casas até o Le Shaker. Ou seja: vale a pena. 


Uma coisa que eu adorava é que eles abriam lugares conforme as pessoas chegavam. Quando lotava uma sala, eles subiam mais um lance de escadas e abriam uma porta pra outra, decorada diferente. 


Os preços no Le Shaker são um pouco mais salgados (cerca de 10 euros o copo), mas, além do tamanho gigante de cada drink, a qualidade faz valer a pena. O cardápio é gigantesco: os drinks são separados pelo tipo de bebida alcoólica que levam, e, para se ter uma ideia, cada parte tem cerca de duas páginas. Além disso, oferecem algumas cervejas, vinhos e petiscos. 

Drink que recebeu prêmio de Melhor Drink do Mundo. Detalhe curioso: era um dos não alcoólicos !
Se nada disso pareceu suficiente para caminhada até o bar, ainda outro motivo: a vista. Por ser do outro lado da cidade, atravessando a ponte sobre o Loire, é possível ver a cidade e o seu castelo de longe.


A cidade ficou tão vazia no inverno que viramos os principais -e quase únicos- clientes 
O Ô Pub é menor e com uma proposta diferente. Além da música eletrônica (ao contrário do Le Shaker, onde predomina old rock e rock alternativo), a decoração é mais estilo moderna e o público é um pouco mais velho. O cardápio é bem menor, com apenas duas opções de sanduíche e menos bebidas. Eles têm, porém, algumas cervejas bastante boas e em tamanhos variados (recomendo a Ruby, uma escura adocicada deliciosa). Além das cervejas, o melhor fator do Ô Pub é a localização: fica na lateral do castelo, um pouco depois da prefeitura, mais perto dos hotéis e restaurantes da cidade. 

Chatêau d'Amboise
Clos Lucé - casa de Leonardo da Vinci
Quando for dia de novo -se a visita à Amboise for no inverno, não espere sol: -10 graus era a temperatura média e os raros dias ensolarados foram motivo de festa- é hora de fazer os passeios turísticos. Além do óbvio, como visitar o Château d'Amboise e o Clos Lucé, antiga casa de Leonardo da Vinci, é interessante fazer uma visita à feira da cidade, que ocorre nas Quartas e nos Domingos, do começo da manhã até o comecinho da tarde. É melhor ir antes do meio dia, quando a maioria das tendinhas ainda estão lá.

Queijos na feira
  E, finalmente, um dos meus pontos favoritos na cidade: a famosa Bigot.





 A Bigot é considerada a melhor pâtisserie de Amboise, é não é à toa. Eles fazem doces e chocolates sensacionais; tem chocolate com rosto do Leonardo da Vinci, pastilhas, quadradinhos, e meu favorito: um com a forma da flor-de-lis, símbolo da dinastia Valois. A dinastia Valois foi uma das primeiras dinastias da França, à qual pertencia François I, rei responsável pela construção do Château d'Amboise. O chocolate por fora era ao leite, recheado com caramelo e uma pitada de sal. Ma-ra-vi-lho-so, sonho com ele até hoje.  






Sou apaixonada por macarons, e, pasme, o melhor (e maior) que comi na minha vida foi chez Bigot. Correndo risco de ser apedrejada, ouso afirmar que achei até mesmo melhor do que os famosos macarons Laudurée -que também eram deliciosos, é claro. Mas os macarons da Bigot... ah! Até quem não gosta, gosta. 
Não gosta de doce? Então não existe. Vai pra conhecer mesmo e, quem sabe, dar de cara com Mick Jagger?


Amboise fica na Região Central da França, no Vale do Loire

Empório Canela - Aconchego em Canela, RS

Pertinho da Catedral, numa casinha quase na esquina, fica o Empório Canela.





Descobri o Empório  tentando acalmar os nervos sem ser com chocolate num passeio de carro. A gente desceu, entrou na casinha e foi recebido por uma pequena livrariazinha, com vários livros de culinária e alguns outros de gêneros diversos. Era mais tarde, mas o lugar ainda estava cheio. Em uma das salas, amigos riam sentados no sofá dividindo uma garrafa de whisky em meio a estantes de livros. Em outra, pessoas faziam um lanche e tomavam um cházinho quente, especial deles, tentando se esquentar no frio típico da serra gaúcha.


Gostamos bastante da proposta do lugar, um mix de livraria/café/restaurante/loja de artesanatos, e a atmosfera era super descontraída e amigável. Voltamos, então, para ter a experiência toda e não ficar só no cafézinho.

O cardápio conta com uma carta muito boa de cervejas, e o garçom foi muito atencioso e nos ajudou com os pedidos.


De entrada, pedimos uma panelinha de cogumelos deliciosa -não deu pra esperar pra tirar a foto- com grissinis e uma Chimay para acompanhar. Tudo delicioso, passamos para o principal! A mãe optou pelo "Sabores de Canela": peixe grelhado com molho de pimentões e coco e purê de mandioquinha. Dei uma provada no purê (tem coisas que não tem como resistir) e realmente, estava muito bom.


Tentando compensar pelos kilos de chocolate que vinha comendo fiquei na saladinha acompanhada de um peixe grelhado. Os pedacinhos de queijo brie e as amêndoas já me deixaram felizes por si só, também muito bom! Acabei só não terminando o peixe -não lembro se foi porque não achei as mil maravilhas ou se por um momento milagroso meu estômago pareceu ter limites.


Infelizmente não lembro o total, mas com certeza valeu a experiência! O lugar é super agradável, fomos muito bem atendidas e saímos vendo tudo mais bonito (embora talvez tenhamos que agradecer aos monges cervejeiros por isso). Certamente se tornou visita obrigatória para nós em Canela. Se estiver por perto, não deixe de visitar, nem que seja só pra tomar um cafézinho e conversar com os amigos.

Empório Canela
Rua Feliberto Soares, 258, Centro
Canela
(54)3031-1000